A flor do amador

ECA13 entrevista Walfran Guedes e Josiene Santos

 

ECA13: Como surgiu a idéia de fazer um filme?

Walfran: Eu sempre tive essa paixão pela arte dramática, sempre quis que os meus quadros saíssem por aí andando e falando, porém achava que o mundo do cinema estivesse fora da minha realidade. Hoje descobri que não é bem assim. Então um dia viajei com o grupo de capoeira do qual
faço parte até a praia de Sagi, aqui mesmo no RN. O cenário do lugar me deixou encantado e a idéia surgiu.

ECA13: Quais foram as fontes de inspiração para a escolha do tema?

Walfran: Muitas coisas, a principio a própria capoeira e toda a ancestralidade que carrega; os amores, o povo nativo no seu cotidiano e é claro a natureza exuberante que temos aqui.

ECA13: Com qual critério você escolheu os atores?

Walfran: Acredito que foi na intuição. Eles sempre estiveram na minha imaginação: tinham apenas que ser expressivos e parceiros comigo. Acho que tive sorte: eles foram perfeitos e a química fluiu.

ECA13: Quais foram as maiores dificuldades que surgiram no meio do caminho?

Walfran: Acho que em primeiro lugar foi difícil convencer Jô e Joabe que poderíamos realizar algo bem bacana e depois a falta de tempo e conciliação dos horários; por fim a total falta de recursos, quer dizer de grana mesmo.

ECA13: Mas vocês receberam algum apoio? Um patrocínio?

Walfran: A maior ajuda que eu tive foi por parte de Josiene, a protagonista do curta-metragem, que por sorte trabalha no Telecentro da Educa Pipa, onde conseguimos o principal: a câmara e o computador para editar; fora isso nos viramos e ainda estamos na resistência...

ECA13: Você tem algum novo projeto? Um novo curta-metragem?

Walfran: Claro que sim! Achei agora o cano de escape para os meus sentimentos... e também acho que não fiz nada. A flor do amador foi uma brincadeira com o material que tínhamos. É que na verdade é apenas um clipe de uma película que ainda não terminamos de filmar... Porém já
estamos realizando as filmagens de uma segunda produção, com uma historia nova... e muitas outras idéias borbulham na minha mente. Sempre vivi imaginando contos, dramas e lindos romances por toda a minha vida, mas agora quero que eles sejam para outras vidas...


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ECA13: Jô, você pode explicar-nos melhor como esta pequena produção foi desenvolvida e o papel da Educa Pipa em tal circustância?

Josiene: Ainda estava participando das oficinas de edição e produção de vídeo com Tito Rosemberg para realização do projeto da EducaPipa que é a TV Pipa, quando Walfran me convidou para interpretar o papel de Dora e ao mesmo tempo produzir junto com ele o filme. Como a TV Pipa já tinha uma filmadora que foi doada para o projeto, Walfran procurou pessoas que se encaixassem com o perfil da história, encontrou Joabe Ferreira morador da Pipa e viu que era o par perfeito para a historia. Passei um pouco do que tinha aprendido nas oficinas com Tito Rosemberg para Walfran, que nunca tinha usado uma filmadora, bem ali na hora das gravações. Só conseguimos concluir a metade do filme por que a câmera tinha quebrado; assim reunimos algumas imagens e resolvemos fazer um pequeno clipe, que em todos os lugares onde apresentamos é bem aceito e aplaudido. Graças as pessoas que fazem parte da EducaPipa conseguimos comprar com muito esforço uma filmadora para dar continuação ao projeto que trabalha com a inclusão social dos jovens que fazem parte da TV Pipa.
Walfran e eu já estamos gravando outro romance que em breve a comunidade irá assitir.
 

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